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Póvoa de Lanhoso | Portugal

A definição do projeto tem como ponto de partida o aproveitamento de duas condicionantes fundamentais: a orientação do terreno – Norte/Sul – que permite a rentabilização desse fator como estruturante no que diz respeito à implantação; a geometria e tipologia do terreno – maioritariamente área cultivada a preservar.

Partindo do aproveitamento da orientação solar para dispor a habitação a Sul, optou-se por estruturar toda a construção no sentido horizontal, voltando o alçado principal para o terreno cultivado. A área de implantação encosta-se ao caminho público, aproveitando assim as acessibilidades e libertando ao máximo o terreno. Em termos geométricos, a habitação estrutura-se a partir de um plano de betão que se “descola” do solo, permitindo que por baixo se desenvolva parte do programa: uma área de apoio ao cultivo, a garagem e o espaço que compreende o volume da piscina. Na parte superior “ergue-se” a habitação com um piso único, onde as superfícies envidraçadas são privilegiadas, constituindo um elemento permanente em toda a habitação.

A disposição dos percursos coincide com a interrupção do volume coberto pela lâmina-cobertura, que se faz alinhar pelo volume da piscina e que se prolonga para além da laje, levando a que a área construída penetre no terreno que se lhe afronta. O acesso à habitação faz-se pelo lado do caminho público, através de um percurso paralelo à mesma. O hall de entrada é marcado por um pequeno volume exterior à construção, que se prolonga no interior através de um muro que atravessa perpendicularmente a casa e separa “virtualmente” a zona mais reservada (quartos) da zona social (cozinha e sala). 

Foto: ©Pedro Lobo