Galeria Mário Sequeira

Braga | Portugal

A GALERIA MÁRIO SEQUEIRA É UMA GALERIA DE ARTE LOCALIZADA EM BRAGA, PORTUGAL.

PODE-SE, SINTETICAMENTE, RESUMIR O PROJECTO A UM GESTO. O RESPEITO PELO SÍTIO, NÃO TANTO COMO PAISAGEM, MAS PELOS HÁBITOS E MENTALIDADES INERENTES AO “SENTIR” DO LUGAR, TORNAM-SE EVIDENTES AQUANDO DA INSERÇÃO DO EDIFÍCIO NUMA ZONA ONDE SE CULTIVAM OS PRINCÍPIOS DE IDENTIDADE DO MEIO CIRCUNDANTE E UM FORTE SENTIDO DE PRESERVAÇÃO DO MESMO.

O PROJECTO DE UMA GALERIA DE ARTE, COM AS PARTICULARIDADES E NECESSIDADES PROJECTUAIS INERENTES ENQUANTO ESPAÇO COM UTILIZAÇÕES E FUNÇÕES ESPECÍFICAS, PERMITEM-LHE “VIVER” NUM SUBTERRÂNEO ONDE CONSEGUE DESEMPENHAR TODOS OS REQUISITOS QUE LHE ESTAVAM PROPOSTOS. O SILÊNCIO VISUAL MANTIDO À SUPERFÍCIE AUMENTA A EXPECTATIVA DO OBSERVADOR PERANTE A DUALIDADE DA ESCALA COM QUE SE DEPARA: O NADA À SUPERFÍCIE E O MUITO NO INTERIOR. PARA COMPLEMENTAR A ELEMENTARIDADE E SIMPLICIDADE DO PROGRAMA: UMA SALA, ZONAS DE ACESSOS E ESPAÇOS DE CIRCULAÇÃO QUE, PARA ALÉM DE ENRIQUECEREM O CONJUNTO, AUMENTAM O CARÁCTER “PÚBLICO” DO EDIFÍCIO. O ESPAÇO INTERIOR, APARENTEMENTE FECHADO, ABRE-SE PARA O EXTERIOR NO LADO NASCENTE. O EDIFÍCIO QUE FUNCIONA COMO DEPÓSITO DE ARTE SURGE POSTERIORMENTE COMO COMPLEMENTO AO ESPAÇO DA GALERIA, SEGUINDO UMA LÓGICA DE CONTINUIDADE AO NÍVEL DO DESENHO E DAS PRINCIPAIS PREMISSAS DO PROJECTO.

GALERIA MÁRIO SEQUEIRA IS AN ART GALLERY LOCATED IN THE NORTH OF PORTUGAL, IN BRAGA.

THE INTERVENTION CAN BE SUMMARIZED TO A GESTURE. THE RESPECT FOR THE PLACE, NOT IN THE SENSE OF THE LANDSCAPE, BUT THE INHERENT HABITS AND ATTITUDES IN THE “FEEL“OF THE PLACE BECAME EVIDENT WHEN THE BUILDING WAS INSERTED IN AN AREA WHERE THE IDENTITY PRINCIPLES OF THE SURROUNDING ENVIRONMENT AND THE STRONG SENSE OF PRESERVATION ARE CULTIVATED.

THE PROJECT FOR AN ART GALLERY, WITH ALL THE PARTICULARITIES AND NEEDS INHERENT TO A BUILDING WITH SUCH SPECIFIC USES AND FUNCTIONS, ENABLED IT TO “LIVE” UNDERGROUND, WHERE IT CAN RESPOND TO ALL THE INITIALLY PROPOSED REQUIREMENTS. THE VISUAL SILENCE MAINTAINED ON THE SURFACE INCREASES THE EXPECTATION OF THE OBSERVER BEFORE THE DUALITY OF SCALE THAT HE IS FACED WITH: NOTHING ON THE SURFACE AND MUCH INSIDE. TO COMPLEMENT THE SIMPLE AND ELEMENTARITY PROGRAM: A LIVING ROOM, ACCESS ZONES AND CIRCULATION SPACES, WHICH NOT ONLY ENRICHED THE SET BUT ALSO INCREASED THE “PUBLIC” CHARACTER OF THE BUILDING. THE INTERIOR SPACE, APPARENTLY CLOSED, OPENS TO THE OUTSIDE ON THE EAST SIDE. THE BUILDING THAT WORKS AS AN ART DEPOSIT ARRISES LATER AS A COMPLEMENT TO THE MAIN GALLERY, FOLLOWING THE SAME LOGIC IN THE DESIGN AND CONCEPTUAL PREMISES.