CABANÃO

Fotografia: ©NUDO

O Cabanão esconde as ilicitudes íntimas, das mais ousadas às mais ingénuas. Fantasia de infância; fazer uma cabana para acabar a brincar aos médicos. Tem esse lado primitivo, essencial. Trabalhamos com matéria crua, pouca coisa, uma só tonalidade e contudo a sensualidade consegue ultrapassar o simples domínio da essência. Por fora o arquétipo formal da construção responde a uma mensagem imediata; a alusão à cabana, tenda rudimentar, abrigo, casinha de brincar… O projecto trabalha a partir dessa forma reconhecível, íntima; cobertura de duas águas a cobrir e duas paredes nos topos. Mas esse prisma triangular deforma-se, abrem-se mais possibilidades nas relações exteriores e antecipam-se as ambiguidades espaciais que se desenvolvem no interior. Continuamos no domínio do imaginário da cabana, mas transformada no que há de mais pessoal.* Projeto conceptual desenvolvido para a exposição “Still Cabanon”, no âmbito da bienal Anozero’17 - Bienal de Arte Contemporânea de Coimbra + InfoAnozero'17

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